Semana passada eu sentei com um gestor que me disse:
“Philipe, eu tô com a sensação de que minha operação tá sempre no limite.
A gente faz, entrega… mas não tem paz. Parece que qualquer coisa pode explodir.”
Fiquei em silêncio por alguns segundos.
Porque, pra ser bem honesto, eu já estive nesse lugar.
Já vivi a fase em que tudo era urgente.
Em que a OS chegava atropelada, o técnico saia sem saber direito o que priorizar, e o backlog parecia uma lista de pendências emocional, não técnica.
Não era por má gestão.
Era por falta de critério.
E o pior?
Quando tudo é prioridade…
você começa a apagar incêndio com a própria autoridade.
Decide no grito.
No cansaço.
No "faz isso logo que tá pegando mal".
E aí a operação sobrevive.
Mas não escala.
E desde então eu comecei a aplicar uma lógica simples, porém personalizada e que ajuda a transformar esse cenário:
a Matriz de Criticidade A/B/C.
O caos silencioso da manutenção
Na segunda-feira passada, falei como o volume de OS nem sempre é o real vilão.
Muitas vezes, é a desordem na lógica por trás delas que sobrecarrega a equipe e a gestão.
Na terça, mostramos como começar a organizar o backlog.
E na quarta, trouxemos a reflexão que mudou minha forma de ler uma operação:
O backlog é um espelho.
Ele revela o que a sua gestão ainda não está resolvendo.
Mas a virada de chave real começa aqui, agora, com o que você está prestes a aplicar.
A Matriz de Criticidade A/B/C
Antes de montar qualquer plano de manutenção, cronograma ou OS…
Você precisa responder:
“O que é realmente crítico?”
A Matriz de Criticidade avalia cada ativo com base em 5 eixos:
Produção: Essa falha para a usina inteira?
Manutenção: Tem peça? Quanto custa parar?
Segurança: Existe risco de acidente?
Qualidade: Impacta na entrega final?
Meio ambiente: Gera risco ambiental?
Cada resposta recebe uma pontuação.
E com isso, você classifica os ativos em:
Crítico A (até 20%)
Crítico B (30 - 40%)
Crítico C (o que pode esperar)
Simples, visual e poderoso.
Como aplicar com sua equipe (em 4 passos)
Reúna o time técnico + operação + segurança (se necessário)
Defina os critérios de pontuação por eixo
Escolha 2 ou 3 ativos piloto para testar a matriz
Ajuste os pesos e amplie para o restante da usina
Você não precisa começar com tudo.
Precisa começar com critério.
Agora é com você!
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🎯 O Core da semana
O excesso de urgência vem da ausência de filtro.
O backlog mostra onde a gestão ainda é reativa.
A criticidade é o primeiro passo para um plano que funcione no mundo real.
Critério não custa caro. Falta de critério, sim.
📚 Conteúdos que completam essa edição
🔗 Post – O que mais sobrecarrega sua equipe não é o volume de trabalho
🔗 Post – Modelo de Categorização Técnica de Backlog
🔗 Post – O atraso do técnico é só o sintoma
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Philipe Gabillaud


